Portugal, Reino Unido e a extrema-direita: duas narrativas e um denominador comum


Introdução 

A extrema-direita está em ascensão na Europa. Todos os dias ouvimos notícias relacionadas com a cada vez maior preponderância dos partidos desta ideologia, quer seja em Portugal com o Chega, quer seja no Reino Unido com o Reform UK, ou em qualquer outro país europeu.

Apesar da crescente preocupação com este fenómeno, existe uma faceta ainda desconhecida pela maior parte da população: os grupos de extrema-direita. Ainda que menos conhecidos, não deixam de ser menos preocupantes ou influentes na vida política nacional. 

Neste artigo iremos explorar algumas das temáticas associadas a estes grupos, como as suas motivações, as suas formas de atuação, o recurso às redes sociais e o seu impacto político. Nesse sentido, apresentamos um estudo comparativo entre os grupos de extrema-direita no Reino Unido, onde a sua ação remonta ao século passado e com uma atividade mais solidificada, com os grupos de Portugal, que estão em crescimento em anos mais recentes. 

Grupos de Extrema-Direita no Reino Unido

A 16 de Junho de 2016, o Reino Unido viu pela primeira vez o perigo dos grupos de extrema-direita. Jo Cox, deputada do Partido Trabalhista, foi assassinada brutalmente às mãos de um apoiante de grupos de extrema-direita ingleses. Jo Cox representava todo o ódio deste tipo de grupos neofascistas – apoio a políticas de imigração e à permanência do país na União Europeia, numa altura em que o Brexit era o ponto central da vida política do outro lado do Canal da Mancha.

Estes grupos não são novidade na sociedade e política inglesa. Remontam à década de 1930, com a fundação da União Britânica de Fascistas de Oswald Mosley, e foram evoluindo ao longo do tempo. Se numa fase inicial estes eram defensores do antissemitismo, a partir dos anos 50, devido ao aumento dos níveis de imigração no país, o seu foco passou a ser o combate à imigração, a defesa da supremacia branca e o ultranacionalismo, temas que permanecem as suas principais bandeiras.

A extrema-direita britânica é constituída por pequenos e variados grupos que, apesar de não terem uma organização estruturada entre si, partilham os mesmos valores. Destes grupos importa destacar dois: o English Defence League (EDL) e o National Action (NA).

O EDL foi fundado em 2009 e até 2013 encabeçava a extrema-direita britânica,  tornando-se o seu fundador e líder, Tommy Robinson, o rosto deste movimento ideológico. O objetivo principal do EDL era combater o Islamismo e para isso, durante os anos da sua existência, recorreram constantemente a manifestações e protestos nas ruas, atingindo uma média de 10 a 15 por ano, alcançando cerca de 3000 participantes em todo o país. Apesar de o EDL ter terminado a sua atividade, e se ter dividido em dois grupos principais, Tommy Robinson continua a ser a figura central da extrema-direita e prova disso são os vários protestos que o mesmo tem organizado ao longo dos últimos anos. Em 2024, o seu protesto “Uniting the Kingdom” reuniu cerca de 15.000 a 20.000 manifestantes. Em Setembro deste ano, Londres foi palco de uma das maiores manifestações nacionalistas jamais vista na história do Reino Unido, também encabeçada por Tommy Robinson.  Estimativas apontaram para 150.000 manifestantes, o valor mais elevado visto na história do país, cada um com a sua prioridade: para uns a imigração ou o anti-islamismo, para outros a supremacia branca ou ainda o descontentamento com o governo, onde a palavra de ordem foi “Nós queremos o nosso país de volta”. Robinson foi detido pela quinta vez nesta manifestação.

O National Action destaca-se por ter sido o primeiro grupo de extrema-direita a ser banido no Reino Unido. O NA surgiu com o fim do EDL em 2013 e desde essa altura que se afirmou como um dos grupos de extrema-direita mais influentes, mas também um dos mais violentos. Em 2016, este grupo celebrou o assassinato da deputada Jo Cox, tendo o homicida ligações a este grupo. O NA apelou ainda, através das redes sociais, à realização de atos terroristas, em nome da “White Jihad”.  Como resultado, no final desse mesmo ano, o grupo foi proscrito pelo “Terrorism Act 2000” e nos anos seguintes vários dos seus membros foram detidos por atividades relacionadas à adesão ao grupo, mas também a outros crimes como abuso sexual de menores ou planos de assassinatos que serviram de inspiração para o crime cometido contra Jo Cox.

Os grupos de extrema-direita alimentam os seus discursos de ódio nas redes sociais e no mundo digital – o ingrediente de sucesso da sua atividade. E o EDL e o NA não foram exceção. Tommy Robinson é conhecido pelos seus posts violentos, cujo alvo são os muçulmanos, utilizados para galvanizar os seus apoiantes e encorajar a participação nos protestos organizados pelo próprio. Era também através das suas redes sociais que Robinson recebia donativos. Isto é, do ódio fazia riqueza. Em 2018, Tommy foi expulso do Twitter (atual X) por promover o discurso de ódio, mas, em 2023, Elon Musk tornou-se o novo dono desta rede digital e recuperou a conta do líder do EDL. Atualmente, Robinson tem um milhão de seguidores.

O NA, antes de ser banido, para além das suas redes sociais, operava um website onde transmitia as suas mensagens ultranacionalistas, de anti-imigração e de defesa da supremacia branca, como “Britain First” ou “Britain is ours – the rest must go”. Apesar da sua proibição, a pegada digital do NA não desapareceu na sua totalidade e continua a difundir a sua narrativa.

Um ponto que importa ainda referir no uso das redes sociais (e das ações de rua) por parte destes grupos é a instrumentalização do referendo do Brexit e as suas implicações políticas. Para estes grupos, a permanência do Reino Unido na União Europeia representava a perda de soberania do seu país e a aceitação das regras europeias no que respeita à política de imigração. Se “Take back control” foi um dos lemas do Brexit, “Take back control of our borders” foi o mote da extrema-direita durante este período conturbado da vida política britânica. Para além do já referido assassinato de Jo Cox, estes grupos organizaram diversas manifestações de forma regular, onde a mensagem principal consistia em apresentar o aumento da imigração e a permanência na UE enquanto fenómenos interligados entre si, causa e consequência um do outro.

De forma indireta, estes grupos ajudaram a solidificar a base de apoio de partidos de extrema-direita nacionalistas e pró-Brexit, como o Partido de Independência do Reino Unido (UKIP) liderado por Nigel Farage. Hoje em dia, o eleitorado do principal partido de extrema-direita, Reform UK, também encabeçado por Farage, é composto em grande parte pelos membros destes tipo de grupos. Nesse sentido, os grupos de extrema-direita ajudaram a criar um ambiente político propício ao “Não”, realidade que se materializou em 2016, depois do resultado do referendo do Brexit concretizar a vitória da saída do Reino Unido da UE, mas com apenas 51% dos votos. 

Grupos de extrema-direita em Portugal

Já no caso português, o ano de 2025 apresentou uma viragem marcante na esfera política portuguesa: o estabelecimento de um partido de extrema-direita como a segunda força política nas eleições legislativas. No entanto, este sucesso, sem precedente na democracia portuguesa, inscreve-se numa tendência já estabelecida em vários países europeus.

O fenómeno “Chega” surgiu em 2019, obtendo cerca de 67 mil votos nas eleições legislativas desse mesmo ano, elegendo um único deputado e marcando o início da carreira parlamentar do seu líder, André Ventura. A partir deste momento, o sucesso do Chega continuou numa trajetória ascendente: nas eleições legislativas de 2022 elegeu 12 deputados, em 2024 o número quadruplicou para 50 deputados e, apenas um ano a seguir, aumentou ainda para 60 deputados, apurando 1,4 milhões de votos nas últimas eleições. Há uma diversidade de fatores que contribuíram para o crescimento deste fenómeno, como o declínio económico pós-pandemia, a divisão cada vez mais evidente entre os partidos de esquerda, etc. O Chega, à semelhança de outros partidos da mesma tipologia, apostou na imagem do seu líder e numa capacidade camaleónica de mudar o seu discurso político. Através das redes sociais, André Ventura posicionou-se como uma figura representativa do povo português, apelando constantemente aos “portugueses do bem”, uma ideia que pretendia estabelecer uma separação entre a maioria dos portugueses e certos grupos minoritários, nomeadamente a comunidade cigana e, mais recentemente, os imigrantes sul-asiáticos. Simultaneamente, apresentava a faceta da vítima de um sistema opressor, que o estava repetidamente a tentar silenciar ou atacar, como uma  tentativa de transpor esta indignação à generalidade da população. Estas táticas foram bem-sucedidas na atração mediática e do público, o que permitiu ao Chega difundir mais facilmente a sua agenda política, facto que pode observado num levantamento feito pelo Expresso, em colaboração com a INESC TEC: entre 1 de janeiro e 11 de outubro de 2025, o Chega dominou os primeiros 10 vídeos do mundo da política portuguesa na plataforma TikTok, ocupando 6 lugares, incluindo o primeiro, um vídeo que mostra um grupo de polícias a ser agredido, publicado pelo deputado Bernardo Pessanha, que acumulou 53 milhões de visualizações.

Apesar do Chega ser a representação mais visível da extrema-direita contemporânea em Portugal, ela deve ser entendida juntamente com outras manifestações extremistas. Do ponto de vista histórico, após o fim do Estado Novo, a extrema-direita enfrentou uma dificuldade significativa em ganhar terreno no espaço político português. Em 1985, é oficialmente fundado o Movimento de Ação Nacional (MAN), um grupo que se autodefinia como “um movimento cultural e político, de caráter nacionalista, revolucionário e popular”. Em 1986, o grupo lança o jornal Ação, permitindo um maior entendimento da sua ideologia: o grupo era anti-sistema, defensor do passado colonial e de que a identidade nacional era constituída exclusivamente por pessoas brancas. Este discurso radical, acompanhado por uma falta de organização política da direita radical, acabou por atrair um número considerável de skinheads de extrema-direita, maioritariamente por jovens. Este grupo foi responsável por variós atos de violência pública, sendo os mais severos o assassinato de José Carvalho em 1989, militante do Partido Socialista Revolucionário (PSR) e o assassinato de Alcindo Monteiro no dia 10 de junho de 1995, após um ataque racialmente motivado no Bairro Alto, que deixou doze jovens negros gravamente feridos. O último crime resultou num julgamento altamente mediatizado, devido à gravidade do caso e à incapacidade de ação das forças de segurança. Entre os acusados deste crime encontrava-se Mário Machado, que se tornaria na figura neo-nazi mais notória do país. 

No entanto, a extrema-direita apenas começou a ganhar uma certa estrutura com a fundação do Partido Nacional Renovador (PNR), posteriormente conhecido como Ergue-te, até à sua dissolução em junho de 2025. O PNR conseguiu atrair vários grupos de skinheads, que se encontravam novamente sem representação após a dissolução do MAN em 1992. Apesar deste nunca reconhecer ser inerentemente racista ou xenófobo, o partido defendeu fortemente a causa nacionalista, tomando uma posição clara contra a imigração e o multiculturalismo, o que pode ser exemplificado numa das suas ações políticas mais controversas: a afixação de um outdoor, em 2007, com a figura do seu presidente, José Pinto Coelho, a afirmar “Basta de imigração. Nacionalismo é solução. Façam boa viagem. Portugal aos portugueses.” Depois de uma forte condenação parlamentar e a vandalização do mesmo, o partido substitui-o com outro outdoor, desta vez com a afirmação “As ideias não se apagam. Discutem-se”, como forma de legitimação do seu discurso.

Curiosamente, um dos ex-militantes do PNR e amigo de José Pinto Coelho foi precisamente Mário Machado. Os anos 2000 são marcados pela instrumentalização da internet pela extrema-direita, altura em que Machado assume a posição de liderança em vários movimentos neo-nazi, como os Portugal Hammerskins, a Frente Nacional, e o grupo 1143. Em particular, o grupo 1143, praticamente inativo desde 2015, passou por uma ressurgência em 2023, após uma reorganização estrutural concebida por Machado e a utilização intensiva de redes como X e Telegram como forma de estabelecer vários núcleos pelo país. No entanto, este regresso será de curta duração, sendo que a última atuação relevante deste grupo foi uma contra-manifestação ilegal durante a marcha do 25 de abril deste ano. No mês seguinte, Machado é detido por incitamento ao ódio e violência, após uma série de publicações na plataforma X que visavam as mulheres da esquerda partidária, particularmente Renata Cambra, professora e antiga dirigente do Movimento Alternativo Socialista (MAS).

Nos últimos anos, assistimos ainda ao surgimento de um novo movimento que ganhou uma relativa magnitude, o Reconquista. Fundado em 2023 por Afonso Gonçalves, começou a sua atividade nas redes sociais, nomeadamente na plataforma X, seguindo o modelo já consagrado por André Ventura. Neste sentido, apostou na capacidade de viralização num meio relativamente pouco regulamentado para difundir ideias de caráter ainda mais radical, como a “remigração” de imigrantes não-brancos ou a retirada do direito de voto das mulheres. No dia 8 de novembro, o Reconquista organizou um congresso em Maia, que também contava com a presença de dirigentes do partido alemão AfD. Este evento teve como momento culminante a transmissão de um vídeo de Pedro Frazão, vice-presidente do Chega, referindo-se ao grupo como “aliados” do seu partido. Como resposta, André Ventura afirmou que o seu partido “não esteve presente no evento”, algo que pode confirmar a hipótese de que o Chega aciona como um líder de facto para estes grupos, mas ainda com o interesse de os manter em penumbra.

Conclusão 

No caso da extrema-direita, podemos já falar de um fenómeno pan-europeu. Apesar de serem muito diferentes da perspetiva histórica, cultural e política, os dois casos de estudo deste artigo, Reino Unido e Portugal, exemplificam esta tendência geral. 

No caso do Reino Unido, trata-se de uma tradição muito mais antiga, e, consequentemente, de uma manifestação das longas raízes da extrema-direita. A ação política deste tipo de grupos, exemplificada pelo EDL e posteriormente pelo NA, mostra que já obteve efeitos substanciais no plano político britânico. Os Exemplos mais sugestivos da influência da sua ação são a realização das maiores manifestações políticas nunca antes vistas na história do Reino Unido ou o próprio Brexit, onde a extrema-direita utilizou a sua narrativa anti-imigração e de defesa da soberania para obter um resultado favorável aos seus objetivos e que, inquestionavelmente, foi um marco na história não só do país, como também da União Europeia no seu todo. 

Para Portugal, apesar de se tratar de uma ascendência brusca (2019-2025), os grupos de extrema direita têm raízes mais profundas e propagou-se exponencialmente quando foram atingidos um conjunto complexo de fatores: de uma perspetiva geral, a erosão gradual dos partidos tradicionais, a utilização em grande escala das redes sociais e, consequentemente, a maior propagação de desinformação alimentaram o discurso marginal promovido por grupos extremistas, contabilizado do ponto vista eleitoral. Este crescimento do papel das redes sociais e a adaptação oportunista do discurso político, juntamente com a falta de regulamentação em termos do conteúdo partilhado por estes grupos, também são causas representativas. Particularmente, Chega constitui um líder na zona de extrema direita, conseguindo utilizar, em benefício próprio, a simpatia limitada que os movimentos neonazi e neofascistas acumularam ao longo das últimas décadas, e até usá-los como vetores na sua partilha de discursos radicais.

Os dois exemplos refletem mudanças estruturais no espetro político e social europeu. Até agora, as tentativas de resposta dos representantes do mainstream político parecem ter tido um sucesso modesto. Uma possível solução perante este cenário seria a revisão dos tópicos de debate relevantes para o futuro da sociedade, capaz de criar pontes de ligação, em vez de aprofundar as falhas já existentes. Caso contrário, na falta de respostas conjugadas por parte de todos os atores sociais (partidos políticos, ONGs, sindicatos) a debates substanciais e inclusivos no espaço público, a amplificação de movimentos extremistas continuará uma realidade cada vez mais tangível. 


Fontes:

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