Antes dos Cravos, Vieram os Estudantes Crise académica de 1962 A crise académica de 1962 não surgiu de forma inesperada, nem pode ser compreendida como um episódio isolado. Foi, antes de mais, o culminar de um ambiente que se vinha densificando progressivamente no interior das universidades portuguesas, num contexto político profundamente marcado pela rigidez do Estado Novo. Num país onde a liberdade de expressão era limitada e a participação cívica rigidamente controlada, o espaço académico não constituía exceção, pelo contrário, era cuidadosamente vigiado, precisamente por concentrar uma juventude potencialmente crítica, mobilizável e politizada. As associações de estudantes, embora formalmente existentes, encontravam-se sujeitas a um controlo apertado, a liberdade de reunião era frequentemente condicionada por autorizações administrativas e qualquer tentativa de promover debate político ou reflexão crítica esbarrava, inevitavelmente, nos limites impostos pelo regime salazarista...
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