Ode à diversificação: uma análise das fragilidades e possíveis hipóteses para o futuro energético europeu
O primeiro Choque A invasão russa na Ucrânia, em fevereiro de 2022, constitui um dos choques energéticos mais desafiadores que a União Europeia enfrentou nas últimas décadas, expondo uma forte dependência do Gás Russo. Em 2021, a Rússia fornecia à União Europeia com 150 mil milhões de metros cúbicos de gás natural, ou seja, 45% das importações neste setor. A perda deste fornecedor desencadeou ,nos meses seguintes, um disparar de preços nos mercados sem precedentes. O preço de referência europeu (TTF) ultrapassou os 300 euros por megawatt-hora na segunda metade de agosto de 2022 e chegou perto de 340 euros/MWh a 26 de agosto (um valor de acréscimo de 320% desde o início do ano). Para colmatar esta crise energética, a UE introduziu dois novos incentivos para regular este setor. O primeiro incentivo, a curto prazo, foi a adoção de medidas sobre o abastecimento e a procura. Antes do inverno de 2022, concentrou-se no enchimento das rese...
